Quais estratégias de branding você deve seguir para manter a sua marca atualizada?

falar branding me parece curiosamente dual, pois enquanto as corporações investem centenas de milhares de moedas dos mais variados tipos, para parecerem pessoas, as pessoas têm feito cada vez mais esforços – de comportamento, financeiro e de conteúdo – para tornarem-se marcas.

Contudo, existem pontos em comum –  para pessoas que já entenderam que a melhor forma de administrar a vida é como se administrassem um negócio, e para empresas que não esqueceram que só existem pela soma das pessoas – que ajudam a fortalecer os ativos e propósitos destas marca-pessoa / pessoas-marca. Veja alguns abaixo! Vem comigo:

branding: O porque no centro

Fazer o que fazemos, a partir de quais motivações, e com a mais absoluta transparência: as marcas que desejam vencer, precisam colocar estes princípios na essência de suas mensagens, roupagens e atitudes.

São décadas de discursos centrados em “sou muito bom no que faco”, e quase todo mundo diz as mesmas coisas. Para conexões reais, interativas e que gerem negócios, será preciso alinhar porquês. Afinal, com um porque forte, todo como serve.

Humanos, imperfeitos, mais colaborativos, menos multidisciplinares.

Somos seres líquidos! Temos e cumprimos papéis conforme o ambiente em que estamos. Nos comunicamos de maneiras diferentes conforme as pessoas com quem pretendemos nos relacionar. Demonstrar que somos capazes de falar com o máximo de personas e personalidades, sem medo de ilustrar ou contornar nossas falhas e fragilidades serve como um ponto de conexão, extremamente eficiente.

Hoje, ser imperfeito e demonstrar é tão poderoso quanto colocar suas competências à prova. Nada mais humano que mostrar aos seus públicos que você é “gente como a gente”, com dores e prazeres, sucessos e insucessos, questionamentos e curiosidades.

E, ao demonstrá-las, abrimos espaço para mostrar que não somos superpoderosos. Que entregamos soluções de excelência porque nos juntamos a outras pessoas, outras marcas, compondo assim novos níveis de experiências. Um relacionamento mais baseado em “vamos construir algo” e menos em “me ajude a te ajudar”.

Se exemplos são poderosos, experiências são definitivas.

Nem preciso explicar muito: pense numa compra muito boa e em outra muito ruim que você fez. Esta avaliação está intimamente ligada à experiência da compra, e da satisfação do uso do produto ou do serviço.

Apresentou um porque consistente, de forma humana e perfeitamente imperfeita, você já trilhou metade do caminho da construção de uma experiência com quem deseja se relacionar. O que essa experiência entregar, definirá o (in)sucesso de seus produtos e serviços. 

O constante aprendizado com os feedbacks dos seus clientes [e com exemplos de produtos e serviços que voce ama ou odeia], construirá a experiência de prover experiências cada vez melhores.

Novos domínios e a tecnologia

Sem estarmos amarrados a necessidade de terminações [.com | .br | etc] para nossos sites, temos infinitas oportunidades de construção de marcas.

Ainda que as mídias sociais sejam a vitrine de nossas vaidades, os melhores negócios seguem construídos e fechados, no mundo digital, a partir do e-mail. Construir listas e pontes de contatos a partir de bots, é um caminho inevitável.

E, assim como todas as novidades e complementos para marketing e comunicação, antes de gastar dinheiro fazendo, invista tempo estudando e avaliando quem está fazendo e como estão fazendo errado.

Consistência, coerência, e conversas.

A melhor demonstração de humanidade, depois das próprias falhas, é a consistência. De nossas mensagens e do que elas querem passar. A coerência de nunca fugir ou abrir mão de seus valores mais claros. De aprender a conversar sem vender, vender sem falsas amizades, e construir pontes, e não bolhas, nos relacionamentos com seus públicos.

branding: Outras estratégias e tendências:

  • A humanização das marcas só funciona quando há personalização. Quando a entrega do que se promete é feita de forma pessoal. Não preciso explicar o sucesso do relacionamento com clientes do Nubank para você, basta pesquisar na em qualquer rede e observe a quantidade de “carinhos” trocados.
  • Marketing de conteúdo é bom. Panfletagem virtual, não é! Há uma tenue linha entre você pensar de maneira estratégica tudo aquilo que vai dizer, e a maneira de fazer este conteúdo se propagar. Por isso, abrace o máximo de cursos e de conhecimento que puder absorver a respeito, especialmente no Linkedin, onde dezenas de Top Voices batalham pela sua atenção com aquele texto 10/10 em ajudar.
  • Design importa, e muito! Afinal, uma foto legal, um story / status, um vídeozinho ali entre um trajeto e outro, qualquer um faz. Embalar este conteúdo em formas e cores que sejam mais do mesmo, podem mudar a história do seu produto ou serviço.
    Apesar do boom de ferramentas de criatividade [como o Canva], colocando nas mãos de todos a possibilidade de tornar qualquer mensagem mais bonita, a técnica de gerar ideias e alinhar mensagem com unidade, ainda é de profissionais especializados.
  • Concorrente de mercado, mas parceiro de negócio: colocando num cenário mais pessoal, imagine que você trabalha com RH, mas quer melhorar seus conteúdos online. Com outro profissional de RH [concorrente de mercado] vocês conseguem atingir mais pessoas juntas ao falar de empregabilidade e posicionamentos em entrevista [como parceiros de negócios].
    Entre empresas, pense em serviços como os aplicativos de Delivery, que te permitem montar uma refeição com “o melhor dos mundos” dos seus restaurantes prediletos no lugar que você quiser. E se esses restaurantes passam a oferecer descontos em “combos casados”?
    É o “co-branding 2.0”, evolução de combinações como as gigantes do chocolate [laka + oreo, hersheys + ovomaltine] e de fast food [mcflurry´s e respectivos similares da concorrência] adoram fazer.
  • O bom e velho offline. Dificil resistir à tentação das métricas de vaidade [likes, compartilhamentos, etc], e a quantidade de dados que as mídias online nos fornecem. Mas nem todo mundo está aqui. E muitas vezes, é justamente quem não está que pode ocupar a posição de vaca leiteira na sua estratégia de negócio versus a estratégia de público. São 7 bilhões de pessoas, nenhuma igual a você, e poucas parecidas. Com esforços pontuais, você consegue alcançá-las melhor!

 

Outras informações sobre o tema: